domingo, 3 de janeiro de 2010

Uai - Ciência e Tecnologia: Recuperando versões anteriores

Uai - Ciência e Tecnologia: Recuperando versões anteriores: "Recuperando versões anteriores

B. Piropo - Estado de Minas

Publicação: 31/12/2009 07:00 Atualização: 30/12/2009 15:30
- (Reprodução)
Se você usa Windows 7, talvez já tenha reparado na entrada “Restaurar versões anteriores” (foto ao lado) do menu de contexto de arquivos e pastas. Ela aparece ao clicar com o botão direito do mouse sobre um ícone de arquivo ou pasta na Área de Trabalho ou janela do Windows Explorer. O “talvez” do parágrafo anterior se justifica. Pois, não obstante sua indiscutível utilidade, constatei que um número significativo de usuários jamais se deu conta da existência dela. E, entre os que notaram sua presença, muitos jamais se incomodaram em saber para que serve e nem ao menos experimentaram clicar sobre ela “só para ver o que acontece”.

Esta última prática, aliás, é até recomendável. Clicar em entradas cujos efeitos desconhecemos, “só para ver o que acontece”, é no mínimo temerário e pode conduzir a desastres (se bem que os novos sistemas operacionais se cercam de cuidados para evitar tais desastres recorrendo a janelas de confirmação com assustadoras descrições dos efeitos eventualmente indesejados).

Neste caso, porém, pode clicar que eu garanto. Abra uma janela do Windows Explorer, escolha o ícone de um arquivo qualquer (de preferência arquivo de dados, como um documento criado por qualquer programa, contendo texto, imagens ou seja lá o que for). Clique nele com o botão direito, procure pela entrada “Restaurar versões anteriores” (estará mais ou menos no meio do menu) e acione-a.

Abrir-se-á uma janela semelhante à da figura, contendo uma mensagem “Procurando versões anteriores” (que pode ser exibida tão rapidamente que se torna virtualmente imperceptível), seguida ou de uma mensagem informando que “Não há versões anteriores disponíveis”, ou de uma lista (que, dependendo da pasta ou arquivo escolhido, pode ser longa ou curta como a da figura) das versões anteriores disponíveis do arquivo. Mas para que serve isso? Onde Windows foi buscar tantas versões? E o que se pode fazer com elas?

Começando do princípio, como convém: serve, evidentemente, para recuperar uma versão anterior de um arquivo no qual, proposital ou acidentalmente, foram feitas alterações inconvenientes que se deseja desfazer. E a melhor forma de consegui-lo é recuperando uma versão criada antes da ocasião em que as alterações foram feitas.

A resposta à segunda pergunta é mais interessante. Toda vez que você, manualmente, ou o próprio Windows, automaticamente, cria um ponto de restauração ou uma cópia de segurança (backup), é acionado um sistema interno de indexação que inclui em cada arquivo uma referência ao local onde sua(s) cópia(s) se aloja(m) no arquivo de restauração ou no da cópia de segurança (é por isso que algumas vezes a mensagem “Procurando versões anteriores” demora tanto a desaparecer).

Quando Windows encontra diversas versões, constrói a lista exibida na janela mostrada na figura informando a data em que cada uma delas foi criada e sua fonte (restauração ou “backup”). E habilita os três botões na base da janela.

Começando pelo último, “Restaurar”, que aparentemente é o mais indicado, mas na verdade é o mais perigoso: se você selecionar uma das instâncias de versão anterior na lista e clicar neste botão, a versão será restaurada sobrescrevendo a atual. Ou seja: é uma ação destrutiva.

A melhor estratégia neste momento é selecionar uma instância na lista e clicar em “Abrir”. Isto dará acesso à versão correspondente do arquivo, ensejando que você a examine e se assegure que é mesmo a versão desejada. Se for, refreie sua ânsia de clicar em “Restaurar”. Em vez disso, clique em “Copiar” e escolha uma pasta onde será criada uma cópia da versão desejada. Assim, você poderá abri-la e, com calma, compará-la com a versão atual (da qual, quem sabe, alguma coisa poderá ser aproveitada) e somente então remover a versão indesejada.

E aí está mais um recurso interessante e pouco conhecido de Windows 7 que, quem sabe, poderá ajudar a tornar seu 2010 um ano ainda mais feliz. Bom proveito.
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A LINGUAGEM MUDA DO SILÊNCIO….


Quando uma voz se cala, o silêncio fala mais do que qualquer palavra!

Sim, o silencio tem a sua própria linguagem e a sua própria força!

E quanto poder e quanta força ele tem!


E quando penso nisto imediatamente surge, na minha memória,

realidades e situações em que ele soube me revelar muitas verdades duras e inesperadas.

Pois, querida amiga, ambos sabemos, que o silêncio

não é dado a melindres e a amenidades.

Ele chega a ser um telefone mudo ou um e-mail

que nunca irá chegar…



Quando não é algo pior: um encontro que chega a ser

um desencontro!

Pois nenhum dos dois presentes se entende ou não acontece

a quimica tão esperada!

Sim, silêncios mostram o que as palavras não revelam!

E falam numa linguagem muda.

Sem palavras.

Sobre desinteresse, esquecimento, recusas, tristezas, mágoas

e tantos sentimentos e emoções sentidas e vividas.

E quantas coisas assim são ditas, no dia a dia,

através do silencio de milhões de seres humanos,

na quietude que surge, naturalmente,

depois de um desentendimento ou de uma discussão.

E sabemos que muitas vezes não acontece nenhum perdão,

nem um beijo e nem uma gargalhada para acabar

com o clima de nervosismo, de angústia e de tensão

que se forma e surge entre aqueles que estão frente a frente.



Sim, o silencio sabe permanecer implacável, irredutível e imutável

como se representasse um cenário definitivo, uma ante-sala do fim!

E é, mil vezes, preferível uma voz que diga certas coisas

ou que revele seja o que for…

Mesmo que nós não queiramos saber e nem muito menos ouvir…

Pois, pelo menos, através das palavras que forem sendo ditas,

poderá surgir uma tentativa de conciliação e de entendimento.


E pensamentos expostos através de palavras revelam argumentos,

apresentam reclamações ou insatisfações e podem se mostrar

mais honestos, sinceros e limpos.



Já com e através do silêncio, intenções, projetos e planos de vida,

não são sequer passíveis de serem analisados, discutidos ou compartilhados.

E se nada é dito, nada pode ser acertado e nem combinado…

Sim, quantas vezes, numa discussão nervosa ou histérica,

ouvimos um dos dois gritar:

“Diga algo, fale alguma coisa, mas não fique aí parado

apenas a me olhar !”

Este é o inferno astral de um casal pois o silêncio

de um pode significar más notícias

e o desespero do outro.

É claro que existem muitas situações em que o silêncio é bem-vindo,

e pode ser considerado um balsamo.

Como para quem trabalha com uma britadeira na rua.

Para uma professora de uma creche ou de uma escola

do primeiro grau.

Ou para os residentes em casas e apartamentos,

em tantas ruas de nossas cidades.

Mas, principalmente, para quem pretende amar e ser amado

pelo outro é o que de pior pode vir a acontecer…

Pois mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura,

o silêncio a dois pode, muitas vezes, incomodar!

Pois nem sempre este será um silêncio

em busca da harmonia, do entendimento e da paz.

E não esqueçamos que, também, existem silêncios

que perturbam, muito mais do que as palavras.



Pois estes silêncios falam, não através das palavras,

mas transmitem algo não perceptível pelo outro.

O que cria e conduz a insegurança, ao medo e a dúvida, mútua.

E não esqueçamos de falar de outros silêncios

que conduzem a redução da auto estima,

ao stress e a depressão.

São silêncios que surgem quando ninguém bate à nossa porta…

E não há recados na secretária eletrônica…

E, desta forma, através dele, cada um de nós,

recebe, como que, uma mensagem,

implícita e explicita, de isolamento e de abandono…

E a ninguém é dado o direito de não entender

certos tipos de silêncio…

E não existe nenhuma dúvida que a solidão,

quando não procurada nem desejada,

sabe se tornar e ser o pior dos silêncios.

Assim, receba abraços e saudades deste amigo que,

mesmo a distancia, procura chegar, até você,

em todos os momentos.

E não ficar, como a maioria, em silêncio.

2007 Janeiro « amizade e poesia

A LINGUAGEM MUDA DO SILÊNCIO….

Publicado por amizadepoesia em Janeiro 27, 2007

Quando uma voz se cala, o silêncio fala mais do que qualquer palavra!

Sim, o silencio tem a sua própria linguagem e a sua própria força!

E quanto poder e quanta força ele tem!


E quando penso nisto imediatamente surge, na minha memória,

realidades e situações em que ele soube me revelar muitas verdades duras e inesperadas.

Pois, querida amiga, ambos sabemos, que o silêncio

não é dado a melindres e a amenidades.

Ele chega a ser um telefone mudo ou um e-mail

que nunca irá chegar…



Quando não é algo pior: um encontro que chega a ser

um desencontro!

Pois nenhum dos dois presentes se entende ou não acontece

a quimica tão esperada!

Sim, silêncios mostram o que as palavras não revelam!

E falam numa linguagem muda.

Sem palavras.

Sobre desinteresse, esquecimento, recusas, tristezas, mágoas

e tantos sentimentos e emoções sentidas e vividas.

E quantas coisas assim são ditas, no dia a dia,

através do silencio de milhões de seres humanos,

na quietude que surge, naturalmente,

depois de um desentendimento ou de uma discussão.

E sabemos que muitas vezes não acontece nenhum perdão,

nem um beijo e nem uma gargalhada para acabar

com o clima de nervosismo, de angústia e de tensão

que se forma e surge entre aqueles que estão frente a frente.



Sim, o silencio sabe permanecer implacável, irredutível e imutável

como se representasse um cenário definitivo, uma ante-sala do fim!

E é, mil vezes, preferível uma voz que diga certas coisas

ou que revele seja o que for…

Mesmo que nós não queiramos saber e nem muito menos ouvir…

Pois, pelo menos, através das palavras que forem sendo ditas,

poderá surgir uma tentativa de conciliação e de entendimento.


E pensamentos expostos através de palavras revelam argumentos,

apresentam reclamações ou insatisfações e podem se mostrar

mais honestos, sinceros e limpos.



Já com e através do silêncio, intenções, projetos e planos de vida,

não são sequer passíveis de serem analisados, discutidos ou compartilhados.

E se nada é dito, nada pode ser acertado e nem combinado…

Sim, quantas vezes, numa discussão nervosa ou histérica,

ouvimos um dos dois gritar:

“Diga algo, fale alguma coisa, mas não fique aí parado

apenas a me olhar !”

Este é o inferno astral de um casal pois o silêncio

de um pode significar más notícias

e o desespero do outro.

É claro que existem muitas situações em que o silêncio é bem-vindo,

e pode ser considerado um balsamo.

Como para quem trabalha com uma britadeira na rua.

Para uma professora de uma creche ou de uma escola

do primeiro grau.

Ou para os residentes em casas e apartamentos,

em tantas ruas de nossas cidades.

Mas, principalmente, para quem pretende amar e ser amado

pelo outro é o que de pior pode vir a acontecer…

Pois mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura,

o silêncio a dois pode, muitas vezes, incomodar!

Pois nem sempre este será um silêncio

em busca da harmonia, do entendimento e da paz.

E não esqueçamos que, também, existem silêncios

que perturbam, muito mais do que as palavras.



Pois estes silêncios falam, não através das palavras,

mas transmitem algo não perceptível pelo outro.

O que cria e conduz a insegurança, ao medo e a dúvida, mútua.

E não esqueçamos de falar de outros silêncios

que conduzem a redução da auto estima,

ao stress e a depressão.

São silêncios que surgem quando ninguém bate à nossa porta…

E não há recados na secretária eletrônica…

E, desta forma, através dele, cada um de nós,

recebe, como que, uma mensagem,

implícita e explicita, de isolamento e de abandono…

E a ninguém é dado o direito de não entender

certos tipos de silêncio…

E não existe nenhuma dúvida que a solidão,

quando não procurada nem desejada,

sabe se tornar e ser o pior dos silêncios.

Assim, receba abraços e saudades deste amigo que,

mesmo a distancia, procura chegar, até você,

em todos os momentos.

E não ficar, como a maioria, em silêncio.

domingo, 1 de novembro de 2009

os sete pecados..


OS 7 PECADOS


Certo dia um casal ao chegar do trabalho encontrou algumas pessoas dentro de sua casa. Achando que eram ladrões ficaram assustados, mas um homem forte e saudável, com corpo de halterofilista disse:
- Calma pessoal, nós somos velhos conhecidos e estamos em toda parte do mundo.
- Mas quem são vocês? perguntou o casal.
- Eu sou a Preguiça, respondeu o homem. Estamos aqui para que você escolha um de nós para sair definitivamente da vida de vocês.
- Como pode você ser a preguiça se tens o corpo de um atleta que vive malhando e praticando esportes? indagaram.
- A preguiça é forte como um touro e pesa toneladas nos ombros dos preguiçosos, com ela ninguém pode chegar a ser um vencedor.

Uma mulher velha curvada, com a pele muito enrugada que mais parecia uma bruxa disse:
- Eu meus filhos, sou a Luxúria.
- Não é possível! Disse o homem da família - você não pode atrair ninguém com essa feíura.
- Não há feiura pra a luxúria, queridos? respondeu - Sou velha porque existo a muito tempo entre os homens, sou capaz de destruir famílias inteiras, perverter crianças e trazer doenças para todos até a morte. Sou astuta e posso me disfarçar na mais bela mulher ou homem que você já viu.

Um mau cheiroso homem vestindo uns maltrapilhos de roupas que mais parecia um mendigo disse:
- Eu sou a cobiça, por mim muitos já mataram, por mim muitos abandonaram famílias e pátria, sou tão antigo quanto a Luxúria mas eu não dependo dela para
existir. Tenho essa aparência de mendigo porque por mais bem vestido que apresento, mais rico que apareço, com jóias, dinheiro e carros luxuosos, ainda assim me verás, porque a cobiça está tanto para o pobre quanto para o rico.

- E eu, - disse uma lindíssima mulher com um corpo escultural e cintura finíssima, seus contornos eram perfeitos e tudo no corpo dela tinha harmonia de forma e movimentos - Sou a Gula. Assustaram-se os donos da casa dizendo:
- Sempre imaginamos que a gula seria gorda.
- Isso é o que vocês pensam - respondeu ela - Sou a bela e atraente porque se assim não fosse seria muito fácil se livrar de mim. Minha natureza é delicada, normalmente sou discreta, quem tem a mim não se apercebe, mostro-me sempre disposta a ajudar aqueles que querem fazer regimes mas na verdade faço tudo ruir de maneira sutil. Destruo o prazer de viver e destruo a beleza do corpo.

Sentado em uma cadeira a beira da casa, um senhor também velho mas com o semblante bastante sereno disse com voz doce e movimentos suaves:
- Eu sou a Ira alguns me conhece como cólera, tenho muitos milênios também. Não sou homem nem mulher assim como meus companheiros que estão aqui.
- Ira ? Parece mais o vovô que todos gostariam de ter - disse a dona da casa.
- E a grande maioria me tem - respondeu o vovô - Matam com crueldade, provocam brigas horríveis e destróem cidades quando me aproximo.Sou capaz de eliminar qualquer sentimento diferente de mim, posso estar em qualquer lugar e penetrar nas mais protegidas casas. Mostro-me calmo e sereno para mostrar-lhes que a Ira pode estar no aparentemente manso. Posso também ficar contido no íntimo das pessoas sem se manifestar, provocando úlceras, câncer e as mais temíveis doenças.

- Eu - disse uma jovem que ostentava uma coroa de ouro cravada de diamantes, usava braceletes de brilhantes e roupas de fino pano, assemelhando-se a uma princesa rica e poderosa - Sou a Inveja - Faço parte da história do homem desde de sua aparição.
- Como inveja, se é rica e bonita, parece ter tudo que deseja. - disse a mulher da casa.
- Há os que são ricos, os que são poderosos, os que são famosos e os que não são nada disso, mas eu estou entre todos, a inveja surge pelo que não se tem e o que não se tem é a felicidade. Felicidade, depende de amor, e isso carece na humanidade. Por causa de mim, muita destruição já houve, mortes e sofrimento, onde eu estou está também a tristeza.

Enquanto os invasores se explicavam, um garoto que aparentava cerca de 5 a 6 anos brincava pela casa.
Sorridente e de aparência inocente, característica das crianças, sua face de delicados traços mostravam a plenitude da jovialidade, olhos vívidos e enigmáticos, parecia estar alheio aos acontecimentos quando foi indagado pelo casal.
- E você garoto, o que fazes junto a esses que parecem ser a personificação do mal?
O garoto respondeu com um sorriso largo e olhar profundo.
- Eu sou o Orgulho.
- Orgulho?? estupefou-se o casal - Você é apenas uma criança, tão inocente como todas as outras.
O semblante do garoto tomou um ar de seriedade que assustou o casal, e ele disse.
- O orgulho é como uma criança mesmo, mostra-se inocente e inofensivo, mas não se enganem, sou tão destrutivel quanto todos aqui , quer brincar comigo?

A Preguiça interrompeu a conversa e disse.
- Vocês devem escolher quem de nós sairá definitivamente de suas vidas.
Queremos a resposta.
O casal respondeu.
- Por favor, dêem 10 minutos para que possamos pensar.
O casal se dirigiu para o quarto onde dormem e lá fizeram várias consideração. Dez minutos depois retornaram.
- E então? perguntou a Gula.
- Queremos que o Orgulho sai de nossas vidas.
O garoto olhou com um olhar fulminante para o casal, pois queria continuar ali. Porém respeitando a decisão dirigiu-se para a saída. Os outros iam acompanhado o Garoto quando o casal perguntou.
- Ei, vocês vão embora também?
O Menino, agora com ar de severidade e com a voz forte de um orador disse.

- Escolhestes que o Orgulho saísse de vossas vidas, fizeram a melhor escolha. Pois onde não há Orgulho, não há preguiça, pois os preguiçosos são aqueles que se orgulham de nada fazer para viver não percebendo que na verdade vegetam. Onde não há orgulho não há Luxúria, pois os luxuriosos tem orgulho de seus corpos e julgam-se merecedores de possuir os corpos de tantos quantos lhe provir, não percebendo que na verdade são objetos do instinto. Onde não há orgulho, não há Cobiça, pois os cobiçosos tem orgulho das migalhas que possuem , juntando tesouros na terra e invejando a felicidade alheia, não percebendo que na verdade são instrumentos do dinheiro. Onde não há orgulho, não há Gula, pois os gulosos se orgulham de suas condição e jamais admitem que o são, arrumam desculpas para
justificar a gula, não percebendo que na verdade são marionetes dos desejos. Onde não há orgulho, não há Ira, pois os iracundos se orgulham de não serem passíveis e jamais abaixam a cabeça diante de qualquer situação, são incapazes de permitir que a vida lhes proporcione lições de aprendizado e se revoltam com facilidade com aqueles que, segundo o próprio julgamento, não são perfeitos, não percebendo que na verdade sua ira são resultado de suas próprias imperfeições.
Onde não há orgulho, não há inveja, pois os invejosos sentem o orgulho ferido ao verem o sucesso alheio seja ele qual for, precisam constantemente superar os demais nas conquistas, não percebendo que na verdade são ferramentas da insegurança e da falta de amor a vida. Adeus.

Saíram todos sem olhar para trás, e ao baterem a porta, um fulminante raio de luz invadiu o recinto, e o casal, desintegrou-se. Dizem que viraram Anjos.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O Aborto....

Certa mãe carregando nos braços um bebê, entrou num consultório médico e, diante deste, começou a lamuriar-se:

– Doutor, o senhor precisa me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e estou grávida de novo! Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas sim num espaço grande entre um e outro.

Indaga o médico:

– Muito bem... e o que a senhora quer que eu faça?

A mulher, já esperançosa, respondeu:

– Desejo interromper esta gravidez e quero contar com sua ajuda.

O médico pensou alguns minutos e disse para a mulher:

– Acho que tenho uma melhor opção para solucionar o problema e é menos perigoso para a senhora.

A mulher sorria, certa que o médico aceitara o seu pedido, quando o ouviu dizer:

– Veja bem, minha senhora... para não ficar com dois bebês em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, o outro poderá nascer... Se o caso é matar, não há diferença para mim entre um e outro. Até porque sacrificar o que a senhora tem nos braços é mais fácil e a senhora não corre nenhum risco.

A mulher apavorou-se:

– Não, doutor!!! Que horror!!! Matar uma criança é crime!!! É infanticídio!!!

O médico sorriu e, depois de algumas considerações, convenceu a mãe de que não existe a menor diferença entre matar uma criança ainda por nascer (mas que já vive no seio materno) e uma já crescida. O crime é exatamente o mesmo e o pecado, diante de Deus, exatamente o mesmo

LUCHINI.

Texto extraído do Expresso Vida nº 28 (03 de Setembro de 2000), adaptado por Mely.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Dez Réis de esperança




Se não fosse esta certeza
que nem sei de onde vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos à boca
e viesse o que viesse.



Não fossem os olhos grandes
do ingénuo adolescente,
a chuva das pernas brancas
a cair impertinente,
aquele incógnito rosto,
pintado em tons de aguarela,
que sonha no frio encosto
da vidraça da janela,
não fosse a imensa piedade
dos homens que não cresceram,
que ouviram, viram, ouviram,
viram, e não perceberam,
essas máscaras selectas,
antologia do espanto,
flores sem caule flutuando
no pranto do desencanto,
se não fosse a fome e a sede
dessa humanidade exangue,
roía as unhas e os dedos
até os fazer em sangue.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A Verdade da Mentira Dalai Lama

A Verdade da Mentira
Algumas verdades, com uma ou outra mentira, talvez um pouco de ironia e algum humor
« 6 de Julho de 1935
julho 06, 2004
Palavras de sabedoria

São as de S.S. o Dalai Lama

...Todos os seres humanos são iguais. Feitos de carne, ossos e sangue. Todos queremos a felicidade e evitar o sofrimento e temos direito a isso. Em outras palavras, é importante compreender a nossa igualdade. Pertencemos todos a uma família humana....


...A raiva não pode ser superada pela raiva. Quando uma pessoa tiver um comportamento agressivo com você e a sua reação for semelhante, o resultado será desastroso. Ao contrário, se você puder se controlar e tomar atitudes opostas “compaixão, tolerância e paciência”, não só se manterá em paz, como a raiva do outro diminuirá gradativamente. Do mesmo modo, problemas mundiais não podem ser solucionados pela raiva ou pelo ódio. Sentimentos como esses devem ser enfrentados com amor, compaixão e pura bondade....

...Pensem em todas as terríveis armas que existem, mas que, por si mesmas, não podem iniciar uma guerra. Por trás do gatilho há um dedo, movido pelo pensamento, não por sua própria força. A responsabilidade permanece em nossa mente, de onde se comandam as ações. Portanto, controlar em primeiro lugar a mente é muito importante. Não estou falando de meditação profunda, mas apenas de cultivar menos raiva e mais respeito aos direitos do outro. Ter uma compreensão mais clara da nossa igualdade como seres humanos.

...Por exemplo: pode ser que você seja uma pessoa que se irrita facilmente com pequenas coisas. Com desenvolvida compreensão e conscientização, isso pode ser controlado. Se você fica geralmente zangado por dez minutos, tente reduzi-los para oito. Na semana seguinte, reduza para cinco e, no próximo mês, para dois. Depois, passe para zero. É assim que desenvolvemos e treinamos nossa mente. É o que penso e também o que pratico....

Texto extraído da obra A Policy of Kindness, Snow Lion Publications, 1990.

ESTA NOITE, gostaria de falar a vocês sobre a importância da bondade e da compaixão. Ao discutir esses temas, não me vejo como budista, Dalai Lama ou tibetano, mas sim como um ser humano e espero que vocês, no auditório, pensem em si mesmos dessa maneira. Não como americanos, ocidentais ou membros de um determinado grupo, pois essas condições são secundárias. Se interagirmos como seres humanos, podemos chegar a esse nível. Caso eu diga “sou monge” ou “sou budista”, as afirmações serão, em comparação com a minha natureza de ser humano, temporárias. Ser humano é básico. Uma vez nascido assim, não se poderá mudar até a morte. Outras condições, ser ou não instruído, rico ou pobre, são secundárias.

Hoje, enfrentamos muitos problemas. Alguns são criados essencialmente por nós mesmos, com base em diferenças de ideologia, religião, raça, situação econômica ou outros fatores. Chegou, portanto, o momento de pensarmos em níveis mais profundos. Em nível humano, condição essa que deveremos apreciar e respeitar em todos os que nos cercam. Devemos construir relacionamentos baseados na confiança mútua, na compreensão, no respeito e na solidariedade, independentemente de diferenças culturais, filosóficas ou religiosas.

Todos os seres humanos são iguais. Feitos de carne, ossos e sangue. Todos queremos a felicidade e evitar o sofrimento e temos direito a isso. Em outras palavras, é importante compreender a nossa igualdade. Pertencemos todos a uma família humana. O fato de brigarmos uns com os outros deve-se a razões secundárias, e todas essas discussões são inúteis. Infelizmente, durante muitos séculos, os seres humanos usaram todos os métodos para ferir uns aos outros. Muitas coisas terríveis aconteceram, resultando em mais problemas, mais sofrimento e desconfiança. E, consequentemente, em mais divisões.

O mundo hoje está cada vez menor em vários aspectos, particularmente o econômico. Os países estão mais próximos e interdependentes e, nesse quadro, torna-se necessário, pensar mais em nível humano do que em termos do que nos divide. Assim, falo a vocês apenas como um ser humano e espero, sinceramente, que vocês estejam escutando com o pensamento: “Sou um ser humano e estou ouvindo outro ser humano falar”.

Todos queremos a felicidade; nas cidades, no campo, mesmo em lugares remotos, as pessoas trabalham com o objetivo de alcançá-la, entretanto, devemos ter em mente que viver a vida superficialmente não solucionará os problemas maiores.
Há muitas crises e medos à nossa volta. Por meio do grande desenvolvimento da ciência e da tecnologia, atingimos um estado avançado de progresso material, que é necessário. Não podemos, no entanto, comparar o progresso externo com nosso progresso interior. As pessoas queixam-se do declínio da moralidade e do aumento da criminalidade, mas esses problemas não serão resolvidos, se não procurarmos desenvolver nosso interior.

No passado remoto, se houvesse uma guerra, os efeitos seriam geograficamente limitados, porém hoje, em função do progresso, o potencial de destruição ultrapassou o concebível. No ano passado estive em Hiroshima, no Japão. Mesmo tendo informações a respeito da explosão nuclear lá ocorrida, era muito diferente estar no local, ver com meus próprios olhos e encontrar pessoas que realmente sofreram com aqueles acontecimentos. Fiquei profundamente emocionado. Uma arma terrível tinha sido usada. Embora possamos considerar alguém como inimigo, temos de levar em conta que essa pessoa é um ser humano e que tem direito a ser feliz. Olhando para Hiroshima e refletindo a respeito, fiquei ainda mais convencido de que a raiva e o ódio não são meios para solucionar problemas.

A raiva não pode ser superada pela raiva. Quando uma pessoa tiver um comportamento agressivo com você e a sua reação for semelhante, o resultado será desastroso. Ao contrário, se você puder se controlar e tomar atitudes opostas “compaixão, tolerância e paciência”, não só se manterá em paz, como a raiva do outro diminuirá gradativamente. Do mesmo modo, problemas mundiais não podem ser solucionados pela raiva ou pelo ódio. Sentimentos como esses devem ser enfrentados com amor, compaixão e pura bondade.

Pensem em todas as terríveis armas que existem, mas que, por si mesmas, não podem iniciar uma guerra. Por trás do gatilho há um dedo, movido pelo pensamento, não por sua própria força. A responsabilidade permanece em nossa mente, de onde se comandam as ações. Portanto, controlar em primeiro lugar a mente é muito importante. Não estou falando de meditação profunda, mas apenas de cultivar menos raiva e mais respeito aos direitos do outro. Ter uma compreensão mais clara da nossa igualdade como seres humanos.

Ninguém quer a raiva, ninguém quer a intranqüilidade, mas por causa da ignorância somos acometidos por sentimentos como esses. A raiva nos faz perder uma das melhores qualidades humanas, o poder de discernimento. Temos um cérebro bem desenvolvido, coisa que outros mamíferos não têm. Esse órgão nos permite julgar o que é certo e o que é errado. Não apenas em termos atuais, mas em projeções para daqui dez, vinte ou mesmo cem anos. Sem nenhum tipo de pré-cognição, podemos utilizar nosso bom senso para determinar o certo e o errado. Imaginar as causas e seus possíveis efeitos. Contudo, se nossa mente estiver ocupada pela raiva, perderemos o poder de discernimento e nos tornaremos mentalmente incompletos. Devemos salvaguardar essa capacidade e, para tanto, temos de criar uma companhia de seguros interna: autodisciplina, autoconsciência e uma clara compreensão das desvantagens da raiva e dos efeitos positivos da bondade. Se refletirmos a respeito dessas questões com freqüência, podemos incorporar a idéia e, então, controlar a mente.

Por exemplo: pode ser que você seja uma pessoa que se irrita facilmente com pequenas coisas. Com desenvolvida compreensão e conscientização, isso pode ser controlado. Se você fica geralmente zangado por dez minutos, tente reduzi-los para oito. Na semana seguinte, reduza para cinco e, no próximo mês, para dois. Depois, passe para zero. É assim que desenvolvemos e treinamos nossa mente. É o que penso e também o que pratico.

É perfeitamente claro que todos necessitam de paz interior, que só pode ser alcançada por meio da bondade, do amor e da compaixão. O resultado é uma família em paz, felicidade entre pais e filhos, menos brigas entre casais. Em uma nação, essa atitude pode criar unidade, harmonia e cooperação com saudável motivação. Em nível internacional, precisamos de confiança e respeito mútuos, discussões francas e amistosas, com motivações sinceras e um esforço conjunto no sentido de resolver problemas. Tudo isso é possível.

Precisamos, porém, mudar interiormente. Nossos líderes têm feito o melhor que podem para resolver nossos problemas, mas, quando um é resolvido, surge outro. Tenta-se solucionar este, surge mais um em outro lugar. Chegou o momento então de tentar uma abordagem diferente.

É certamente difícil realizar um movimento mundial pela paz de espírito, mas é a única alternativa. Caso houvesse outro método mais fácil e prático, seria melhor, porém não há. Se com armas pudéssemos chegar à paz duradoura, muito bem. Transformaríamos todas as fábricas em produtoras de armamentos. Gastaríamos todos os dólares necessários, se conseguíssemos a definitiva paz, mas tal é impossível.

As armas não permanecem empilhadas. Uma vez desenvolvidas, alguém irá usá-las. O resultado é a morte de criaturas inocentes. Portanto, a única maneira de atingirmos uma paz mundial duradoura é por meio da transformação interior. E, mesmo que essa transformação não ocorra durante esta vida, a tentativa terá sido válida. Outros seres humanos virão; a próxima geração e as seguintes. E o progresso pode continuar. Sinto que, apesar das dificuldades práticas, e, mesmo correndo o risco de que tal visão seja considerada pouco realista, vale a pena o esforço. Assim, aonde quer que eu vá, expresso essas idéias e sinto-me muito motivado porque mais pessoas têm sido receptivas a elas.

Cada um de nós é responsável por toda a humanidade. Chegou a hora de pensarmos nas outras pessoas como verdadeiros irmãos e irmãs e nos preocuparmos com seu bem-estar. Mesmo que você não possa se sacrificar inteiramente, não deverá esquecer-se das dificuldades dos outros. Temos de pensar mais sobre o futuro em benefício de toda a humanidade. Se você tentar dominar seus sentimentos egoístas e desenvolver mais bondade e compaixão, em última análise, você é quem irá sair beneficiado. É o que chamo de egoísmo sábio. Pessoas egoístas tolas só pensam em si mesmas, e o resultado é negativo. Egoístas sábios pensam nos outros, ajudam da melhor forma e também colhem os benefícios. Essa é minha simples religião. Não há necessidade de templos ou de filosofias complicadas. Nosso próprio cérebro, nosso coração são nossos templos. A filosofia é a bondade.

(Ensinamentos de S.S. o Dalai Lama)